domingo, 27 de dezembro de 2015

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Roberto Pires Silveira
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Raios me partam, Batman! Erdogan terá que sair!          


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Escrito por Finian Cunningham                  
Com tradução de NirucewKS063                   

http://www.informationclearinghouse.info/article43607.htm - RT O presidente da Turquia, ilustre sr. Recep Tayyip Erdogan acabou levando um belo chute na cara no decorrer da semana passada, desde a queda fatal de um avião de guerra russo. Ele arrogantemente desprezou as acusações de que estaria apoiando o terrorismo, e ainda por cima desafiou a Rússia a provar o que dizia. Bem... macacos me mordam, Batman!


Resultado de imagem para Batman, TurkeyBatman? Sim, Batman. Não o herói mascarado das histórias em quadrinhos, com suas capas esvoaçantes. Em vez disso, estamos falando de uma cidade do mesmo nome, localizada na Turquia, região sudeste. É ali que está centrada a indústria estatal turca de petróleo.

Também podemos creditar a Batman (a cidade, não o herói ;-) a duvidosa honraria de ser a rota preferencial de contrabando da rede instalada pelo Estado Islâmico de acordo com imagens de vigilância reveladas nesta mesma semana pelo Ministro da Defesa da Rússia.

Fotos de reconhecimento aéreo mostram filas de milhares de caminhões tanques no afã de transportar petróleo roubado dos campos pertencentes à Síria no leste do país, e convergindo para a cidade turca de Batman, perto da fronteira síria.
Durante os últimos dois anos, as operações de contrabando estão a pleno vapor, desde que a organização alcunhada de Estado Islâmico (ISIL, ISIS, Daesh, os leitores escolham aí), cravou as garras nos campos de petróleo no leste da Síria, nas cercanias da cidade de Deir Ezzor. Já se calcula que o comércio ilícito rende aos jihadistas para mais de 3.000.000 (três milhões) de dólares por dia, para, claro, ajudar a pagar a sua guerrinha particular contra o governo da Síria, representado pelo presidente Bashar-al-Assad.

Acontece que petróleo contrabandeado precisa de um comprador para que o empreendimento funcione. É aí que entra a Turquia. Nesta semana, antes dos dados revelados desde a Rússia através de seu Ministro da Defesa, o presidente Vladimir Putin já se cansara de repetir afirmações de que as autoridades turcas estavam envolvidas na facilitação do comércio para o petróleo roubado pelos terroristas. Na Conferência sobre Mudanças Climáticas em Paris o presidente Putin afirmou aos líderes dos países presentes que essa facilitação foi um dos fatores pelos quais os aviões turcos derrubaram um avião de guerra russo na última semana, com um dos pilotos perdendo a vida, e outro soldado russo morrendo durante as missões de resgate que se seguiram. O ínclito Erdogan reagir bravamente às acusações, tachando-as de “calúnias”.  Petulantemente, Erdogan desafiou a Rússia amostrar suas provas.

 “É inaceitável a acusação de que a Turquia estaria comprando petróleo do Estado Islâmico e dizer isso é imoral”, disse Erdogan. “Se você diz coisas como essa, tem que apresentar evidências. Caso tais documentações existam – vamos examiná–las. Provados os fatos, renunciarei à minha posição.”

Caso Erdogan seja mesmo um homem de palavra – e isso é muito duvidoso – então tem que começar a arrumar as malas de viagem. Agora.

Para além de qualquer dúvida, as evidências mostradas pelos militares do alto comando da Rússia, demonstram que a Turquia é peça central para a existência do Estado Islâmico e seu comércio ilegal de petróleo, que financia suas atividades terroristas.

O Ministro Adjunto da Defesa da Rússia, Anatoly Antonov não mediu as palavras sobre os dados revelados. Disse ele: “de acordo com as informações que revelamos, os políticos da elite dirigente turca – o Presidente Erdogan e sua família – estão envolvidos nesses negócios criminosos”.

Particularmente incriminador nos dados relevados pela inteligência russa é que a rota operada pelo Estado Islâmico no leste da Síria se destina à cidade turca de Batman. Batman é o coração da indústria turca de petróleo. Ali estão localizados os maiores campos de petróleo e também as maiores refinarias do país.


A partir de Batman há cerca de 500 quilômetros de oleodutos rumando para o ocidente até as cidades portuárias de Dortyol e Ceyhan, na Mediterrâneo, ambas localizadas no Golfo de Iskenderun. O oleoduto, que tem a capacidade de transportar 30 milhões de barris de petróleo por ano, é operado pela estatal turca BOTAS Corporação Petrolífera, que é também sua proprietária.

É no porto de Ceyhan que está licenciada e baseada a companhia de navegação BMZ, de propriedade do filho do presidente Erdogan, Bilal, e outros membros da família. A BMZ é a maior operadora turca no mercado global de petróleo.

O jornal turco Today’s Zaman significantemente relatou em setembro deste ano que a BMZ dos Erdogan(s) gastou cerca de 36 milhões de dólares na aquisição de dois novos navios tanques para elevar sua frota para cinco. Acredita-se que os navios transportam muitas cargas de petróleo para o Japão e outros países asiáticos. Não é de se admirar que o “negócio” esteja crescendo.

Em antecipação, Putin já respondera à negação de Erdogan de colusão com terroristas no contrabando de petróleo, ao afirmar que “é bem difícil imaginar como as autoridades turcas não estariam cientes do transportes de petróleo por suas fronteiras, em escala industrial”.

Mas agora, as imagens aéreas fornecidas pela Rússia mostram de forma inequívoca o quadro completo do transporte massivo de petróleo que passa através da fronteira turca para chegar às companhias estatais do país.

A cumplicidade pessoal de Erdogan nestes crimes, através de sua família e do negócio de transporte marítimo tornou sua resignação inquestionável. Além disso, o presidente turco deverá enfrentar futuramente um processo pelas graves violações do Direito Internacional além dos crimes de guerra.

Como poderiam os norteamericanos desconhecer essas rotas de transporte de petróleo em escala industrial? Por mais de um ano afora, desde que os Estados Unidos supostamente iniciaram a campanha de bombardeio na Síria, alegadamente contra o Estado Islâmico, o contrabando de petróleo só fez crescer, intocável durante todo esse tempo.

O presidente do Estado Maior dos Estados Unidos, general Joseph Dunford, afirmou em depoimento ao Comitê do Congresso dos EUA que apenas nos últimos dois meses o Pentágono resolveu atacar com seriedade as rotas do petróleo do Estado Islâmico. Admitiu ainda que por mais de um ano o Pentágono não tomou qualquer atitude porque não havia comunicação suficiente entre este e o Departamento de Estado. Além de Dunford, o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, presente na mesma sessão de depoimentos ao Congresso, juntou-se ao presidente do Estado Maior para afirmar que a decisão de não atacar os comboios de caminhões carregando petróleo do estado Islâmico foi tomada para “não causar vítimas entre civis”.

Essas explicações não convencem ninguém. O fato inescapável que permanece iridescente é o explanado pelo Ministro da Defesa da Rússia, Tenente General Sergey Rudskoy, que colocou tudo em palavras: os Estados Unidos pouco ou nada fizeram até agora para impedir o Estado Islâmico de comercializar petróleo roubado da Síria. A Rússia, por sua vez, destruiu implacavelmente dezenas de instalações de processamento de petróleo e para mais de 1.000 caminhões tanques utilizados para seu transporte desde o início de suas operações militares, em apenas dois meses – suas sortidas tiveram o condão de acabar até agora com cerca de 50% do comércio ilegal de petróleo, de acordo com os militares russos.

Agora que uma explicação estarrecedora da forma pela qual o Estado Islâmico e outros grupos jihadistas estão financiando suas campanhas terroristas contra a Síria foi apresentada pela Rússia, as perguntas passam a ter que ser respondidas nos tribunais norteamericanos.

A Turquia é membro da OTAN. A OTAN é uma organização que supostamente deveria ser responsável pela manutenção da segurança na Europa. A Turquia certamente terá que ser expulsa da OTAN pelo papel que desempenha ao financiar o terrorismo. Como poderá a França, em particular, permanecer na mesma aliança militar com um país que sabidamente está financiando os grupos terroristas que estão envolvidos nos assassinatos em massa nas ruas de Paris apenas três semanas atrás?

Neste assunto todo, Washington e seus compar... digo, aliados, têm muito mais a responder. Os comboios de transporte de petróleo que rumam ao norte da Turquia são penas uma parte do gigantesco esquema ali armado, com a outra parte representada pelos comboios que transportam armas e lutadores jihadistas na direção do sul da Síria. Essa rede de terror exibe claramente a intervenção espúria das inteligências dos EUA e do Reino Unido para ajudar o terrorismo, de acordo com o jornalista norteamericano Seymour Hersh.

O fornecimento contínuo de armamento pela Turquia para os grupos terroristas na Síria, com a conivência da inteligência estatal turca está emergindo depois da prisão na semana passada de dois jornalistas turcos que tiveram a audácia de revelar a armação patrocinada pela Turquia no esquema petróleo-por-armamento.

As provas apresentadas pela Rússia ultimamente colocam o mundo frente a frente com uma escolha difícil, depois da revelação nua de quem está financiando e provocando conflitos não só na Síria, mas em outros locais. A Turquia é claramente um estado patrocinador do terror. Outros membros da OTAN estão implicados até o pescoço. Se não houver sanções na forma da lei, saberemos que o mundo está entregue sem resistência à barbárie e ao banditismo.


Finian Cunningham
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domingo, 29 de novembro de 2015

O 'ocidente' nunca atacará o ISIS onde mais dói 

        
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24/11/2015, Tony Cartalucci, New Eastern Outlook         
Tradução pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu                                                    


Logo no dia seguinte dos ataques em Paris, o 'ocidente' tentou alavancar o que esperava que viesse a ser um renovado clamor público por mais e mais guerra longe de casa. Com esse objetivo, EUA e Turquia anunciaram uma operação que visaria a 'securitizar' os últimos 98 km da fronteira turco-síria – área compreendida entre a margem esquerda do rio Eufrates perto de Jarabulus, até Afrin e Ad Dana mais para oeste.


É a "Zona Segura" da OTAN de 2012, em neoembalagem


Os que acompanham o conflito sírio logo verão que esse trecho da fronteira turco-síria é precisamente a área daquela tão buscada e ansiada "zona segura" que EUA, OTAN e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) tentam estabelecer desde 2012. Os ataques em Paris e vários incidentes de fronteiras menores, noticiados recentemente, parecem ser apenas a mais nova série de provocações que o tal 'eixo' tenta, para implementar aquele plano já concebido há anos.


Essa região entre Jarabulus e Afrin constitui o corredor primário pelo qual o grupo constituído da Frente Al-Nusra da Al-Qaeda e o chamado 'Estado Islâmico' ou ISIS, recebe armas, suprimentos e combatentes recém recrutados. Mediante esforços coordenados entre os curdos sírios e o governo do presidente Bashar al-Assad, todo o restante da fronteira já está selado. À medida que esse processo avançou, avançou correspondentemente o desespero do eixo 'ocidental' para derrubar o governo de Damasco.


Aproxima-se o fim do jogo 


Na realidade, independente das tolices repetidas que o 'ocidente' 'declara' sobre sua determinação para "combater contra o ISIS," as suas ações e as ações de seus aliados regionais já mostraram e demonstraram sobejamente que o único interesse 'ocidental' real é preservar o grupo terrorista. 


Mas a falsa guerra que o 'ocidente' diz que combate contra o ISIS ajudou a abrir a porta para a recente intervenção militar dos russos. Com a entrada da Rússia naquela guerra, o 'ocidente' já não pode persistir em suas inexistentes operações contra o ISIS enquanto espera por uma chance para finalmente dividir e destruir a Síria.


A Rússia e o Exército Árabe Sírio, ao qual os russos garantem apoio aéreo, já praticamente selaram, eles mesmos, o corredor Jarabulus-Afrin. De fato, uma semana antes dos ataques em Paris, tropas sírias abriram um corredor até a base aérea Kweires, que até então estivera cercada, a apenas 40 quilômetros do rio Eufrates. Desde então, as forças sírias expandiram o controle sobre a área circundante. 


Tão logo alcance o Eufrates e retome o controle sobre Aleppo, e avance para o oeste, a partir de Latakia no nordeste, a Síria terá preenchido todo o vazio onde a OTAN tanto sonhava, há tanto tempo, estabelecer sua tal "zona segura".


Em outras palavras, há uma corrida entre (i) a OTAN (que quer fixar uma ocupação parcial do território sírio) e (ii) a Síria e seus aliados que lutam para preencher aquele vazio antes de que a OTAN consiga instalar-se ali. – Agora, essa corrida aproxima-se do fim.


A pergunta não perguntada (vide mapa)


Os ataques em Paris aconteceram segundo timing preciso: à véspera das conversações de Viena e exatamente quando Síria e aliados aproximam-se da tal "zona segura" de que a OTAN precisa tão desesperadamente.


Os ataques deram ao 'ocidente' mão forte para chegar às conversações de Viena e sem dúvida ajudarão EUA-Turquia a expandir suas operações no norte da Síria.


E por mais que sugestões de que o 'ocidente' teria qualquer conexão com os ataques em Paris possam ser descartadas como "teoria conspiracionais" (apesar das evidências que surgem e mostram que agências de segurança francesas e outras agências 'ocidentais' e organizações policiais conheciam os atacantes antes mesmo que atacassem), fato é que EUA e Turquia estão tentando 'securitizar' a fronteira entre Turquia e Síria, mas avançando de dentro do território sírio, não de dentro do próprio território da OTAN – e esse movimento revela, afinal, a verdadeira natureza do conflito em curso.


Em matéria da Reuters, "U.S., Turkey working to finish shutting northern Syria border: Kerry" [EUA, Turquia trabalhando para acabar de fechar a fronteira norte da Síria: Kerry], lê-se:


O secretário de Estado dos EUA John Kerry disse na 3ª-feira que os EUA iniciaram operação com a Turquia para acabar de securitizar [orig. finish securing] a fronteira norte da Síria, área na qual militantes do Estado Islâmico têm usado como rota lucrativa de contrabando.


A Reuters diz também (destaques meus):

As áreas onde ocorrerão as operação são hoje controladas pelos islamistas radicais. EUA e Turquia esperam que, varrendo o Estado Islâmico, frequentemente chamado Daesh, para fora daquela zona de fronteira, poderão privá-lo de uma rota clandestina pela qual circulam recrutas estrangeiros, e dos lucros auferidos por comércio ilegal.


Nos termos de um plano conjunto longamente amadurecido entre EUA e Turquia, rebeldes sírios moderados treinados pelo exército dos EUA deverão dar combate ao Estado Islâmico em solo e ajudar a coordenar ataques aéreos a serem disparados pela coalizão liderada pelos EUA a partir de bases aéreas turcas, segundo a estratégia traçada por Washington e Ankara.


Diplomatas familiares com esses planos disseram que, cortar uma das linhas de suprimento do Estado Islâmico pode mudar todo o jogo naquele setor da complexa guerra na Síria. O núcleo dos rebeldes, que não serão mais de 60, estará altamente equipado e com capacidade para requerer apoio aéreo próximo quando necessário – dizem.


Sim, mas... "linhas de suprimento para o Estado Islâmico"... que partem de onde? Eis a questão jamais esclarecida – sequer proposta – na matéria da Reuters nem nos 'informes' de Kerry nem em nenhuma das 'declarações' de políticos 'ocidentais', autoridades ou 'especialistas', nunca, desde o início do conflito na Síria, em 2011.


Ninguém pergunta, mas a resposta é óbvia. Todas as linhas de 'suprimento' para o Estado Islâmico partem de território turco, em direção à Síria. 


Basta examinar qualquer mapa do conflito, para ver que absolutamente não se trata de "guerra civil". Está em curso uma invasão à Síria, que se inicia em território da OTAN.


Parar o ISIS na fonte: na Turquia, no Golfo e na própria OTAN


Todos os atacantes de Paris, do mesmo modo, também passaram pela Turquia na viagem que fizeram para receber treinamento, para receberem armas e para lutarem na Síria e depois – sempre passando pela Turquia –, de volta à Europa. As toneladas de armas e centenas de terroristas combatentes embarcados clandestinamente para a Síria pelos EUA a partir de Benghazi, capital do terrorismo em território líbio, também chegavam, primeiro, em território turco antes de prosseguir viagem, aparentemente com conhecimento e cooperação do governo turco.


Tudo isso para dizer que, quem queira realmente cortar "linhas de suprimento" para o ISIS tem de começar a cortá-las dentro da Turquia, de onde saem toneladas de armas e suprimentos e onde milhares de terroristas fazem estágios, são treinados e por onde sempre passam, a caminho da Síria. 


Mas qualquer ação que Rússia, Síria ou Irã empreendam para interditar essas linhas de suprimento que atendem os terroristas a partir de território da OTAN será considerada ato de guerra. 


A própria OTAN não ter bloqueado, ela mesma, em seu território, essas mesmas linhas de suprimento para terroristas já ativas há anos, durante toda essa terrível guerra contra a Síria, isso sim, caracteriza campanha concertada, intencional, de terrorismo patrocinado por um estado.


Também se pode dizer que, além da Turquia, em menor extensão também a Jordânia, ao sul da Síria, e as ditaduras do Golfo Persa, Arábia Saudita e Qatar, também são "fontes" de suprimento do ISIS e de outros grupos terroristas ativos dentro da Síria. 


Ao invés de pressionar esses regimes ou de sancioná-los, e já nem se fala de conduzir operações de guerra dentro dessas fronteiras com o objetivo de alimentar a maré de dinheiro e armas que flui para o ISIS e outros grupos terroristas na Síria e Iraque, o 'ocidente', inclusive os próprios EUA e França, assinaram lucrativos negócios de armas, no valor de bilhões de dólares.


A Arábia Saudita recebeu munição dos EUA para continuar sua tão pouco noticiada guerra no Iêmen, na qual soldados sauditas lutam ombro a ombro com terroristas da Al Qaeda e do ISIS os quais parecer ter função apenas auxiliar – para ocupar territórios que as tropas sauditas e dos Emirados Árabes Unidos pesadamente mecanizadas vão esvaziando de quaisquer populações.


Combater contra o ISIS na própria verdadeira fonte que o alimenta implicaria, para o 'ocidente', pôr a faca no próprio pescoço. O 'ocidente' é claramente responsável pelo surgimento e perpetuação desse grupo terrorista – não como simples consequência da ação do 'ocidente', mas – como resultado de esforço intencional, concertado, planejado, para criar um formidável exército à distância, para guerrear 'por procuração' as guerras do 'ocidente' no Oriente Médio e no Norte da África.


Para os 'ocidentais' que ainda se perguntem por que, apesar de tantos ataques nos EUA e na Europa, e tantas campanhas tão caras para supostamente erradicar os sempre mesmos terroristas que atacam onde bem entendam, o ISIS, essa dita "organização terrorista", não apenas sobreviva sempre, como cresça e prospere sem parar, a resposta é simples: o 'ocidente' jamais se empenhou em pôr fim àqueles terroristas.


E o ISIS não está proposto só para dividir e destruir Síria e Iraque. Se o 'ocidente' sair vitorioso na Síria, a organização terrorista então se mudará para o Irã, para a região do Cáucaso e sul da Rússia, e depois para a Ásia Central. 


O ISIS é o exército para guerras longe de casa que EUA e Arábia Saudita organizaram a partir da Al-Qaeda iniciada nos anos 1980s, a qual por sua vez não passava de continuação do que o Império Britânico já fazia: usar fanáticos wahabbistas para derrubar seus rivais otomanos, há um século.


Quando o 'ocidente' fala de "guerra longa", sabe bem do que fala. E será longa, interminável, até que o povo em todo o ocidente afinal se aperceba de que seus governos supostos democráticos não estão fazendo qualquer "Guerra ao Terror": estão fazendo uma "Guerra de Terror" que se espalha pelo planeta.

Tony Cartalucci


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Pres. Vladimir Putin: Terrorismo internacional e Turquia 
           
Conferência de imprensa e P & R, depois da reunião com o pres. da França, François Hollande, 26/11/2015 transcrição do Kremlin (trad. ao fr. Salah Lamrani) – Tradução de Vila Vudu          



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Vladimir Putin, presidente da Rússia: Senhoras e senhores, boa-noite.


Tivemos negociações substanciais com o presidente francês, conduzidas de modo construtivo e baseadas numa relação de confiança. Naturalmente, dedicamos atenção máxima à questão da luta conjunta contra o terrorismo internacional.


O ataque bárbaro ao avião russo sobre a península do Sinai, os horríveis eventos em Paris e os ataques terroristas no Líbano, na Nigéria e no Mali causaram grande número de vítimas, das quais centenas de cidadãos russos e franceses. É nossa tragédia comum, e nos mantemos unidos em nosso compromisso de encontrar os culpados e levá-los ao tribunal.


Já intensificamos a operação das forças armadas russas contra os terroristas na Síria. Nossas ações militares são eficazes: os militares do dito 'Estado Islâmico' e outros grupos radicais sofreram perdas pesadas. Perturbamos os mecanismos de funcionamento dos extremistas, causamos dano à infraestrutura militar deles e minamos consideravelmente a sua base financeira. Refiro-me, em primeiro lugar, ao comércio ilícito de petróleo, que gera lucros imensos para os terroristas e seus apoiadores.


Todos os que se servem de duplos padrões em suas relações com os terroristas, utilizando-se deles para alcançar seus próprios objetivos políticos e envolvem-se em atividades comerciais ilícitas como sócios de terroristas estão brincando com fogo. A história mostra que cedo ou tarde essas ações viram-se contra os que encorajam os criminosos.


Rússia e França sabem o que significa a ação em espírito de aliança; estivemos unidos mais de uma vez ao longo de nossa história. Hoje, decidimos intensificar nossos esforços comuns para a luta antiterrorista, melhorar a qualidade da troca de informações operacionais na luta contra o terrorismo e estabelecer um trabalho construtivo entre nossos especialistas militares, como o objetivo de evitar qualquer incidente, concentrando nossos esforços a fim de assegurar que nosso trabalho na luta contra o terrorismo seja mais eficaz, evitando ações contra territórios e forças armadas que também combatem contra os terroristas.


O presidente Hollande e eu entendemos que esse tipo de cooperação é contribuição concreta e prática à formação de uma grande coalizão antiterrorismo, de uma grande frente antiterrorista sob os auspícios da ONU. Destaco que é crescente o número de nações que tratam já de unir-se a essa iniciativa.


Estamos convencidos de que a erradicação do terrorismo na Síria criará condições necessárias para que cheguemos a um acordo e, no longo prazo, ao fim da crise síria. Decidimos que continuaremos a trabalhar juntos muito ativamente no quadro do Grupo internacional de apoio à Síria e a agir em favor da realização de todos os acordos firmados no seio desse grupo, sobretudo no que tenha a ver com detalhes e parâmetros para que se constitua e avance um diálogo inter-sírios.


Nas conversações de hoje, não poderíamos ter ignorado a situação na Ucrânia; nesse contexto, discutimos as perspectivas de cooperação no Formato Normandia. Continuaremos a insistir em que sejam postas em prática todas as cláusulas dos acordos de Minsk de 12 de fevereiro.


Concluindo, devo agradecer ao senhor presidente da França e a todos os companheiros franceses por esse diálogo aberto e construtivo. Decidimos continuar nossas conversações em Paris, no quadro da Conferência da ONU para mudança climática.


PERGUNTAS & RESPOSTAS


(Jornalista francês): Boa-noite. Uma pergunta ao Sr. Putin. Senhor presidente, o senhor concorda com a ideia de que manter no cargo o Sr. Assad é um entrave à realização de seus objetivos comuns? Chegaram a algum acordo sobre que grupos podem e não podem ser tomados como alvos dos ataques aéreos?


Vladimir Putin: Entendo que a sorte do presidente da Síria deve ser decidida inteiramente pelo povo sírio.


Concordamos entre nós que é completamente impossível lutar com sucesso contra o terrorismo na Síria sem operações de solo, e não há forças hoje que possam executar operações terrestres na luta contra Daesh, Frente al-Nusra e outras operações terroristas, exceto as forças do exército do estado sírio.


Quanto a isso, entendo que o exército do estado sírio sob o comando do presidente Assad e o próprio presidente Assad são nossos aliados naturais na luta contra o terrorismo. É possível que haja outras forças em solo, que declarem sua disposição de lutar contra o terrorismo. Atualmente, estamos cuidando de estabelecer contato com essas forças, já o fizemos com algumas delas e, como eu mesmo já disse várias vezes, estamos prontos a ajudá-las nos seus esforços na luta contra o Daesh e outras organizações terroristas, como já apoiamos o exército de Assad.


Decidimos também, e entendo que é parte muito importante de nossos acordos com o senhor presidente da França, hoje, que – assim como fazemos com outros países da região – trocaremos informações sobre os territórios ocupados em maior parte por grupos da oposição 'sã', mais do que por terroristas; e evitaremos dirigir nossos golpes aéreos contra esses territórios. Também trocaremos informações porque nós – França e Rússia – temos absoluta certeza de que alguns territórios são ocupados por organizações terroristas, e coordenaremos nossos esforços nessas zonas.


(Jornalista russo): Tenho uma pergunta para o presidente da Rússia. Senhor presidente, trata-se aqui de uma coalizão de grande envergadura e, quanto a isso, gostaria de perguntar sobre o específico lugar da Turquia nessa história. Hoje, por exemplo, o exército russo sinalizou que intensificou os ataques sobre a região do território sírio onde o avião russo foi abatido.


Ao mesmo tempo, jornais e jornalistas turcos acusam a Rússia de, praticamente, ter bombardeado um comboio humanitário. Nesse contexto, o assunto "Turquia" foi objeto de discussão na reunião com o presidente francês? E o que nos podem dizer sobre o papel da Turquia nessa história e nas nossas relações com aquele país?


Vladimir Putin: Como todos sabem, a Turquia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN. A França também é estado membro da OTAN, e compreendemos a posição da França nessa situação. Mas o senhor presidente da França manifestou condolências imediatamente depois da morte dos nossos militares, e lhe somos reconhecidos por isso.


Quanto ao território mencionado em sua pergunta, onde morreram militares russos, de fato, as forças armadas sírias utilizaram-se de seus lança-foguetes múltiplos, fornecidos por nós recentemente, em ações coordenadas com a Força Aérea Russa, e os ataques contra essa região foram intensificados imediatamente depois que recebemos informações confiáveis de que um militar russo havia sido morto ali, e pudemos tomar as necessárias providências para salvar o segundo. Não poderia ser diferente. Essa é a maneira correta de agir.


Inicialmente, quero registrar um comentário sobre o que pensamos do assunto de haver ali algumas tribos próximas da Turquia, os turcomenos. Uma pergunta impõe-se imediatamente: o que fazem naqueles territórios representantes de organizações terroristas turcas, que se exibem para as câmeras de TV e postam imagens suas na Internet?


Segundo: o que fazem ali, naquele território, criminosos fugitivos que a Federação Russa procura por crimes praticados aqui e que são claramente classificados como terroristas internacionais? Nossos militares operavam naquele quadrante para impedir a volta possível dessas pessoas ao território russo para cometerem mais crimes; nossos militares cumpriam seu dever com a Rússia, diretamente. Digo, diretamente! Repito a minha pergunta: o que fazem lá aquelas pessoas?


Entendemos que é perfeitamente justificado que intensifiquemos os esforços de nossa aviação naquela área e que apoiemos a intensificação dos esforços, também, das forças sírias.


Quanto ao bombardeio de algum comboio humanitário, tanto quanto sei a organização humanitária da qual as autoridades turcas falavam já se manifestou e declarou que não tinha nenhum comboio ou representante seu naquela zona, no momento em que ocorreram os fatos. Se algum comboio havia ali, com certeza não era pacífico. Se havia algum "comboio" naquela região, suponho que, como ordena a lei internacional, teria de ter declarado que tipo de comboio seria, para onde ia e o que fazia ali. Dado que nada disso foi feito, supusemos que a carga transportada pelo tal comboio nada teria de humanitária. Aí está mais um elemento de prova de que os terroristas internacionais contam com cumplicidades consideravelmente importantes.


(Jornalista francês): Boa-noite. Minha pergunta é dirigida aos dois presidentes. Senhor Putin, por que o senhor instalou na Síria os sistemas S-400 de foguetes múltiplos? Senhor Hollande, essa instalação dos S-400 é compatível com os esforços da coalizão internacional [fala da coalizão EUA-OTAN]?


Vladimir Putin: O S-400 não é sistema de lança foguetes múltiplos, mas um sistema de múltiplos mísseis antiaéreos. Não havíamos trazido antes esses sistemas para o território sírio, porque nossa aviação opera em altitudes que nenhum terrorista alcançaria. Os terroristas não têm a necessária tecnologia militar para abater avições que voem acima de 3, 4 mil metros. 


Jamais antes nos passara pela cabeça que poderíamos se atacados por estado e exército que supúnhamos que fosse nosso aliado.


De fato, os nossos aviões, voando a alturas de 5-6 mil metros, não estavam absolutamente protegidos: não estavam protegidos contra ataque por jatos de caça de outro país, em céus sírios. Se tivéssemos suposto que um ataque como o que sofremos seria possível, o S-400 já estaria na Síria há muito tempo, para proteger nossos aviões.


E há também outras formas de tecnologias e proteções militares, por exemplo caças de escolta ou, pelo menos, técnicas de defesa antimísseis, principalmente as defesas térmicas. Os especialistas sabem fazer operar tudo isso.


Mas repito: nada disso havia sido feito antes, porque entendíamos que a Turquia fosse estado amigo e absolutamente não esperávamos que a Turquia atacasse a Rússia. Por isso, precisamente, entendemos que o que foi feito foi como punhalada pelas costas.


Vimos agora que, sim, pode acontecer. A Rússia perdeu soldados naquela área. Temos o dever de garantir a segurança de nossas tropas e de nossos aviões. Por isso instalamos lá um moderno sistema S-400. Funciona sobre grandes distâncias e é um dos mais eficazes sistemas desse tipo que há hoje no mundo.


Mas não ficaremos só nisso. Se for necessário, complementaremos a atividade de nossos caças com aviões de combate e outros meios, inclusive, é claro, de guerra eletrônica. Fato é que há muitos meios de proteção, e agora os alocaremos e utilizaremos.


Nada disso contradiz o que fazemos com a coalização dirigida pelos EUA. Trocamos informações com ela, mas estamos muito preocupados com a natureza das trocas e os resultados de nosso trabalho comum.


Considerem o seguinte: alertamos nossos parceiros norte-americanos com antecedência sobre as zonas nas quais nossos pilotos operarão, altitude, etc. Os EUA, que dirigem a coalização que inclui a Turquia, sabiam hora e local onde estariam nossos aviões e nossos pilotos. Fomos atacados precisamente nesse ponto.


Pergunto aos senhores: de que nos serviu ter fornecido aquela informação aos EUA? Ou os EUA não conseguem controlar nem o que fazem os seus próprios aliados, ou os EUA distribuem a torto e a direito as informações que recebam, sem nem perceber as consequências. Naturalmente tínhamos de promover reuniões sérias de consulta com nossos parceiros sobre essa questão. Mas o sistema de mísseis de defesa aérea não é, de modo nenhum, dirigido contra nossos parceiros com os quais lutamos contra os terroristas na Síria.


(Jornalista russo): O senhor falou da necessidade de organizar uma grande coalizão. Será esse o tipo de coalizão da qual o senhor falou em seu discurso na ONU, ou prosseguirá a disputa entre diferentes 'coalizões'? Se a disputa prossegue, teremos de perguntar sobre a eficácia de haver duas coalizões, particularmente depois do incidente com o avião russo. Ou quem sabe os senhores têm em vista uma nova coalizão comum e, se for esse o caso, é possível que tal coalizão possa vir a agir também em outros países ameaçados pelo Daesh, não só na Síria?


Vladimir Putin: No que concerne à coalizão, o presidente Hollande e eu discutimos essa questão hoje. Respeitamos a coalizão organizada pelos EUA e estamos prontos a trabalhar com essa coalizão. Entendemos que seria preferível estabelecer coalizão unificada e comum. Isso tornaria mais simples e mais fácil e, penso eu, também mais eficaz fazer a coordenação de nossos esforços comuns nessa situação. Mas se nossos parceiros não estão prontos a fazer tal coisa... Sim, sim, foi disso que falei na ONU. Mas se nossos parceiros não estão dispostos, muito bem, também podemos trabalhar em outros formatos, em qualquer formato que nossos parceiros considerem aceitável. Sim, estamos dispostos e prontos a cooperar com a coalizão construída pelos EUA.


Mas é claro que incidentes como a morte de nossos militares – o piloto e um Marine que tentava salvar os companheiros de armas – e a destruição do nosso avião são totalmente inaceitáveis. Nossa posição é que nada disso pode voltar a acontecer. Para impedir que tais coisas voltem a acontecer, não precisamos nem de cooperação nem de coalizão com país algum.


Discuti tudo isso, em detalhes, com o presidente da França. Acertamos que trabalharemos juntos no futuro imediato, em formato bilateral e, em geral, com a coalizão organizada pelos EUA.


A questão é delimitar territórios que sejam alvos preferenciais para serem atacados e os territórios nos quais é prudente evitar ataques; trocaremos informações sobre essas questões e outras, e coordenaremos a ação em áreas de combate.


Quanto à questão do contrabando de petróleo e a questão de que foram destruídas instalações em território turco, questões que vieram à tona na reunião do G20, que acontecia precisamente na Turquia, em Antalya, já exibi imagens e já falei publicamente sobre isso. As imagens foram colhidas por nossos pilotos, de uma altura de 5 mil metros. Os veículos que transportavam petróleo contrabandeado formavam fila tão longa que, mesmo daquela distância a fila desaparecia no horizonte. É como um oleoduto sobre rodas. O petróleo está sendo contrabandeado e fornecido em escala industrial, saído de áreas do território sírio que estão no momento controladas pelos terroristas. Esse petróleo provém dessas regiões, não de outras regiões. 


Pode-se ver do alto, de nossos aviões, para onde se dirigem aqueles caminhões-tanques: dirigem-se para a Turquia e não param nunca, dia e noite. Posso imaginar que os mais altos governantes turcos não saibam de nada disso. É difícil acreditar que não saibam, mas, teoricamente, é possível que ainda não soubessem.


Mas nada disso significa que, agora que já foram informadas, as autoridades turcas não tenham o dever de pôr fim àquele contrabando. 


O Conselho de Segurança da ONU adotou resolução especial que proíbe que alguém compre petróleo diretamente dos terroristas, porque aqueles barris e caminhões-tanque não contém só petróleo: estão cheios também de sangue de nossos cidadãos; e porque os terroristas servem-se do dinheiro desse comércio para comprar armas e munição e para montar ataques sangrentos como esse, contra nosso avião civil no Sinai e os atentados em Paris e em outras cidades e países.


Se as autoridades turcas queimam o petróleo que confiscariam dos contrabandistas... por que ninguém vê qualquer sinal de fumaça? Permitam que repita que o contrabando de petróleo atinge, ali, escala industrial. Seria preciso construir instalações especiais para conseguir destruir tais quantidades de petróleo. Nada disso está acontecendo. Se os mais altos governantes da Turquia não estavam informados do que se passa, a partir de agora já têm o dever de abrir os olhos.


Não tenho nenhuma resistência a acreditar que há corrupção e pode haver contratos clandestinos gigantescos. É indispensável que tudo isso venha à luz.


Mas não resta nenhuma dúvida de que o petróleo viaja diretamente para a Turquia. Já vimos de nossos aviões e já fotografamos e já mostramos as imagens. O fluxo de caminhões é ininterrupto e os caminhões voltam vazios. São carregados na Síria, em território controlado pelos terroristas, vão para a Turquia e retornam à Síria vazios. Todos os dias. Lá estão e podem ser vistos todos os dias.


Quanto à questão de se o presidente turco deveria, ou não, renunciar à presidência, não é coisa que nos diga respeito; só diz respeito ao povo turco. Os russos nunca nos metemos em assuntos internos de outros países e não começaremos agora. Mas é uma lástima perder as relações bilaterais sem precedentes que desenvolvemos com a Turquia ao longo dos últimos anos. Nossas relações haviam alcançado alto grau e considerávamos a Turquia não só como nação vizinha, mas também como país amigo e praticamente como nação aliada. É triste ver tudo isso destruído com brutalidade e levianamente.


Quanto à ideia, que também circulou, segundo a qual a aviação turca não teria reconhecido nosso avião, é absolutamente impossível. Fora de questão. Impossível. Nossos aviões são muito claramente identificados. Não há quem não visse que se tratava de avião russo. Fora de questão.


Além disso – permitam que eu repita mais uma vez –, conforme os acordos que temos com os EUA, sempre demos aos norte-americanos todas as informações antecipadas sobre a operação de nossos aviões, formações, zonas e horários. 


No momento, estamos trabalhando a partir da hipótese de que a coalizão EUA-Turquia é efetiva e que todos os membros dela sabiam, sim, que havia aviões russos em operação naquele ponto, naquele momento. Que outros aviões seriam, se não os nossos? E se os turcos tivessem identificado ali um avião dos EUA? Teriam derrubado um avião norte-americano?


De fato, esses argumentos dos turcos são absolutamente absurdos e inverossímeis, tentativa de arranjar desculpas. 


É lastimável que, em vez de determinar investigação aprofundada e séria sobre o que realmente aconteceu, e de tomar medidas para garantir que esse tipo de ação criminosa não se repita, os turcos só façam repetir tolices e declarações confusas. Aliás, nem desculpas apresentaram e entendem que não devem desculpas. OK. Eles resolveram assim. Não é ideia nossa; é ideia da Turquia. 



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